Olá meninas!
Como vão?
Então, sábado foi o aniversário do noivo... Fizemos churrasco e eu jaquei até dizer chega... Mas falarei sobre isso na quinta...
Hoje eu quero falar como tem sido aceitar que vou casar... Não que eu não queira casar com ele, aliás, isso é tudo o que eu mais quero no mundooooooo!
Pra vocês entenderem um pouco do que estou falando, vou contar um pouco sobre mim e um pouco mais sobre a nossa história.
Meninas, eu sempre tive pavor de casamento... Talvez pelo exemplo que tive em casa (meus pais são separados) ou porque realmente não era o meu perfil.
Eu tenho 28 anos... Antes do Phelipe eu namorei, mas nunca pensei em casar... Eu sempre dizia que ia ser mãe solteira e viveria feliz. Quando algum namorado falava em casamento, eu entrava em pânico e o relacionamento logo acabava... Tenso.
Meu medo era de me tornar empregada. Não tenho medo de ser dona de casa... Lavar, passar, cozinhar e etc. Eu tenho medo mesmo é de virar obrigação. O meu maior pesadelo é de chegar em casa, encontrar o Phelipe com aquela barriga enorme (continuarei amando kkkk), deitado no sofá, com uma lata de cerveja na mão e falando: "Cadê a minha janta muié???" Gente, acho que eu morro!
Quando olhei para o Phelipe com outros olhos, a primeira coisa que eu pensei foi: "Esse é o homem com quem vou casar!!!". Estranho esse meu pensamento, mas algo me dizia que ele era o homem certo pra mim.
Esse mês fazemos 10 meses juntos e 5 meses de noivado. Tudo aconteceu muito rápido nas nossas vidas... Quando falo que tenho só 10 meses de relacionamento, as pessoas torcem a cara e acham que estamos sendo precipitados. Mas eu não acho! Pra quem ainda não sabe, o Phelipe é irmão do marido da minha irmã... Pode parecer confuso né? Mas é todo mundo da mesma família.
Eu o conheço há mais de sete anos, sei como ele é, como ele pensa, conheço o seu caráter, sei que ele é honesto, dá valor a família e tudo mais. Mesmo que de longe, eu acompanhei a vida dele. Nunca o olhei com outros olhos, até o carnaval desse ano. Eu não curto muito carnaval, mas esse ano não queria ficar em casa sozinha e me ofereci para passar o carnaval com ele (sem maldade mesmo!!!!). No sábado de carnaval, ele foi me buscar na estação das barcas, no centro do Rio, para irmos curtir o bloco Cordão do Bola Preta (super tradicional por aqui).
Desde então, ele não largou mais a minha mão, mas não foi porque ele estava a fim de mim, foi porque estava muita confusão, muita gente e ele estava apenas tomando conta de mim. Ao longo desse dia, eu fui sentindo a energia saindo da mão dele e me invadindo. Meu coração acelerava cada vez que eu olhava para as nossas mãos entrelaçadas e eu não estava entendendo o porque. Nesse dia, tive ciúmes dele... Olha que ridículo: uma amiga dele, chamou a atenção dele e falou: "PH, olha aquela menina ali, morena, magrinha, do jeito que vc gosta!". Pirei meninas! Como assim a amiga dele estava oferecendo outra menina pra ele na minha frente? E a menina era o oposto de mim!!! Magra e morena! Aff... Mas que seja, eu não tinha nada com ele.
O bloco não passou onde estávamos - Cinelândia (sério, não passou... Teve tumulto e tudo!) e Phelipe me levou em casa, para eu fazer a minha mochila e ir pra casa dele.
Ele foi um fofo.
A noite, nós não saímos e eu presenciei uma cena linda (pelo menos pra mim foi). Um jovem, que ama o carnaval, ao invés de ir pra rua, preferiu ficar em casa e cuidar da perna da tia, que estava com uma ferida.
Amoleci meninas... Me apaixonei... Não conseguia mais pensar em nada a não ser que eu queria estar ao lado dele.
Nós fomos a Marques de Sapucaí, assistir aos desfiles de escola de samba no domingo. Ele tomou conta de mim. Não deixava ninguém encostar em mim e sentiu ciúmes quando levantei a blusa por causa do calor. Em um momento de cansaço, altas horas da madrugada, me sentei ao lado dele, e eu mesma puxei a mão dele para me abraçar... Eu queria que ele soubesse que eu estava na dele.
Na segunda, nós fomos para um carnaval de rua na Vila Valqueire, mas não ficamos por lá nem uma hora... Voltamos para casa afim de assistir aos outros desfiles pela televisão.
Ele me contou que tinha passado o carnaval em Salvador uma vez e que tinha uma "Guia de Gandhi" que ele trouxe de recordação.
Não sei ao certo a história dessas guias, nem pesquisei e nem quis também... Mas ele me contou, que em Salvador, é tradição os homens irem para a avenida pular carnaval com o pescoço cheio dessas guias, e conforme as mulheres vão beijando os caras, eles retribuem entregando-lhe uma guia.
Pirei né? Já imaginei ele beijando geral e por isso sobrou uma só! Aff...
Mas ele logo falou que não tinha beijado ninguém (ele era muito novo), ele apenas tinha comprado em alguma barraquinha para guardar de recordação! Ufa!
Eu peguei a guia da mão dele e coloquei no meu pescoço. Ele entrou na brincadeira e tentou tirar... Eis que ele solta: "Eu não posso te dar essa guia... Ela tem que ser conquistada, conforme manda a tradição." E eu perguntei: "E como eu faço para conquistar?" Ele respondeu: "Pra ganhar, precisa me dar um beijo..."
Eu gelei... Mas não rolou nada... Ele tentou pegar e eu não deixei.. Brincamos assim por um bom tempo, rolamos no chão e tudo... Teve um momento que eu senti a respiração dele na minha boca. Paramos por um instante, mas não rolou!!!!!!!!! Aff....
No dia seguinte, ele tinha um churrasco pra ir e eu voltei pra casa.
Foi muito triste.
Passamos a trocar mensagens todos os dias e evoluiu para todas as horas.
O carnaval acabou.
Uma semana depois do carnaval, o Monobloco desfila na Rio Branco e ele me chamou para acompanha-lo. Lógico que eu fui!
Ficamos um tempão naquele clima e não rolava nada! Pensei várias vezes em agarra-lo, mas não conseguia!
Até que, no meio do bloco, ele me beijou! Foi o melhor beijo da minha vida! Naquela hora eu pensei: "Agora F... Não vou conseguir mais ficar longe dele!" e foi exatamente isso que aconteceu!
Ele me levou até o ponto e antes de eu pegar o ônibus, ele me deu a tal da guia... Eu a guardo até hoje.
Sei que muitas pessoas tem preconceito e tal... Eu sou muito mente aberta, tenho a minha religião e respeito as demais... Mas essa guia, tem um significado diferente para nós... Não tem nada a ver com carnaval, nada a ver com Salvador, nada a ver com Gandhi, nada a ver com espiritismo... Ela lembra o início do nosso amor. Pra gente, ela é especial.
Eu pretendo devolve-lo na festa do nosso casamento, depois de casados...
Quem conhece a nossa história vai entender, mas quem não conhece, não vai aceitar, vai achar horrível, vai achar que é macumba ou sei lá o que... Não to nem aí... Não tenho como lembrar da nossa história e não lembrar dessa guia...
Enfim, nós não nos desgrudamos mais... Eu sempre soube que ele é o homem certo pra mim.
Quando ele me pediu em casamento, eu fiquei emocionada. Antes disso acontecer, eu pensava que quando ele tirasse as alianças do bolso, eu ia sair correndo e gritando: SOCORROOOOOO!!
Mas não aconteceu isso... Foi mágico e lindooo...
Bom gente, tive que desmembrar esse tema, pois ia ficar muito grande...
Terça que vem, eu termino de contar como está sendo aceitar que vou casar...
Amanhã tem blogueira da semana hein!
Bjs