Olá pessoas lindas do meu viver!!!!!!!!!
Como foram de final de semana? (acho que to atrasada com essa pergunta né???rsrs).
O meu foi muito legal... Eu fui ao zoológico... Vi os animais presos nas jaulas... Fiquei depressiva por alguns instantes, depois o amor disse que se eles fossem soltos iriam morrer, então eu fiquei melhor, porque não quero que eles morram... Nossa, que passeio produtivo! HuahUAHUHAuHAUHA
Fiquei inspirada com os animais... Fiquei até com vontade de fazer algumas fotos pré-casamento no zoológico... Nem falei com o noivo com medo dele rir da minha cara!rsrs - A louca!
Por causa de toda essa inspiração, hoje vou contar uma linda história de amor entre uma cadelinha (vira-lata) e um menino...
Espero que gostem e se inspirem no amor (todas as formas de amor!).
"Era uma Vez...
Eu fiquei agarrada com os meus irmãozinhos esperando a minha mamãezinha voltar... O tempo foi passando e nós ficamos com muita fome... Mamãe estava demorando. Já tinha anoitecido e o meu estômago doía de tanta fome. Meus irmãozinhos decidiram ir atrás de alguma coisa para comer. Eu fiquei esperando a mamãe, só que ela não vinha e eu estava sentindo muita dor, precisava comer alguma coisa.
Fui atrás dos meus irmãos. Achamos uma saco plástico perto de um poste... Tinha um cheiro bom vindo de dentro dela e nós a rasgamos com os nossos pequenos dentinhos.
Achamos comida! Oba! Comemos tudo e ficamos brincando por ali mesmo.
Senti sono e fui procurar mamãe... Mamãe não estava no nosso cantinho de sempre e assim os dias foram passando...
Mamãe nunca mais voltou e meus irmãozinhos cresceram e foram embora.
Um dia, estava muito calor e eu estava com muita sede. Deitei em uma parte da calçada, perto de uma porta que estava saindo um arzinho gelado...
A moça saiu de dentro do lugar com raiva e me deu um chute. Mandou eu ir embora de lá.
Saí correndo com medo... Minha costela estava doendo por causa do chute.
Entrei em uma rua, onde não tinha muito movimento de carro. Tinha um monte de prédio lá... Mas não dava para eu entrar em nenhum.
Encontrei um portão, que estava fechado, mas dava pra ver lá dentro. Tinha um monte de crianças correndo de um lado para o outro, foi quando meus olhos encontraram um menino que estava comendo alguma coisa... Meu estômago roncou e eu chorei.
Ele me olhou e se aproximou de mim.
Eu corri para o outro lado da rua! Eu não queria levar outro chute! Se eu não podia ficar ali também, então era melhor sair correndo.
Mas ele pulou o portão e veio atrás de mim... Eu entrei em pânico!
Corri como jamais tinha corrido na minha vida!
Eu podia escutar ele correndo atrás de mim... Tinha medo de olhar pra ele... Não queria apanhar mais uma vez...
Foi quando escutei ele gargalhando e parecia estar feliz.
Eu parei. Ouvi que ele também parou e eu olhei para ele.
Ele estava sorrindo... Estava feliz. Não parecia que ia me bater.
Ele abriu os braços pra mim e eu corri de novo! Só que agora, eu senti uma alegria imensa em fazer isso.
Quanto mais ele corria, mas eu corria também e ficamos assim até eu não aguentar mais.
Procurei uma sombra e me deitei. Minha língua estava pra fora, eu estava com muita sede.
O menino sumiu e eu senti um vazio enorme!
Fechei os olhos e ouvi alguém se aproximar... Assustada, já pronta para correr, olhei, e meu rabo balançou sem que eu quisesse... Era o menino, com uma vasilha e uma sacola na mão.
Ele se abaixou cuidadosamente e colocou a vasilha no chão... Tinha água, muita água e eu não pensei duas vezes... Bebi água até não aguentar mais.
Para a minha felicidade, ele tirou vários pedaços de pão de dentro da sacola e me deu.
Enquanto eu estava comendo, senti uma mão acariciando os meus pelos e olhei assustada. Ele tirou a mão e eu voltei a comer. Senti novamente a mão nos meus pelos e dessa vez eu deixei. Era a melhor sensação do mundo! Aquilo me deixava relaxada, segura. Pela primeira vez depois que minha mãe sumiu, eu me senti amada e eu também estava amando.
A noite chegou e o menino foi embora.
Me enrolei por ali mesmo e dormi. De manhã fiquei esperando ansiosa pelo meu menino e ele não me decepcionou. Trouxe água e uns grãos super gostosos (ele chamava de ração!).
Ele fazia carinho em mim, me abraçava e me beijava. Eu me sentia tão feliz!
Eu amava o meu menino e era muito difícil vê-lo partir todas as noites.
Ele nunca deixou de trazer ração e água... A cada dia que passava, eu sentia meus músculos mais fortes e uma alegria imensa no meu coração. Não sentia mais fome e nem sede. Eu estava muito feliz.
Um dia, meu menino estava sentado na calçada com um amigo e eu estava deitada na rua, na frente dele.
Um carro se aproximou e não parou. Ele me arrastou no chão e eu senti a minha pata esmagar. Senti uma dor tão forte, que me fez gritar.
Meu menino correu pra mim, mas eu nem conseguia olhar pra ele de tanta dor que estava sentindo. A primeira reação que eu tive foi correr...
Encontrei uma brecha na cerca de um prédio, entrei e deitei na grama.
Algumas pessoas chegaram perto de mim e ficaram me olhando. Meu menino ficou do meu lado o tempo todo, chorando. Eu não queria que ele chorasse!!!
Eu lambia o rosto dele o tempo inteiro. Doía mais vê-lo chorar do que a minha pata esmagada.
A quantidade de pessoas ao meu redor aumentou e aquilo estava me assustando demais. Eu as ouvia dizer que iam me tirar dali. Eu não queria ir! Não mesmo! Eu sentia dor, mas a dor de ficar longe do meu menino era muito maior.
Quando chegaram perto de mim, eu corri. Não queria ir com ninguém!
O meu menino me chamou e com toda dificuldade do mundo eu fui até ele, abanando o meu rabinho.
Uma moça colocou uma coleira em mim e me puxou. Eu fiz força pra não ir.
Meu menino entrou em um carro e a moça me pegou no colo, me colocando junto ao meu menino.
Eu fiquei calma... Meu menino estava comigo.
A gente foi em um lugar onde era tudo branco e uma moça que também estava de branco me furou com uma agulha... Depois disso me deu um sono..........
No dia seguinte acordei em uma caminha quentinha, com minha pata enrolada em alguma coisa que eu não sei o que era e o meu menino, que estava ao meu lado me fazendo carinho...
Aquele, sem dúvida, era o dia mais feliz da minha vida!
Eu tinha uma casa, uma cama, comida, água e o meu menino! Não sentia frio e nem calor... Todo mundo me dava carinho e era muito gostoso.
A mãe (era assim que o menino chamava a moça que morava lá também), brigava comigo o tempo inteiro, só porque eu fazia xixi e cocô no sofá, é mole?
Eu nunca tinha sido tão feliz na minha vida!
Um dia, a mãe me levou pra rua com o meu menino e falou que era ali que eu tinha que ficar. Eu fiquei tão triste...
Eu não queria ficar longe do meu menino...
Ele veio me dar um abraço e foi pra rua... Eu fui atrás dele... Ele entrou em um lugar grande que tinha um monte de meninos e meninas... Quando eu fui entrar, o moço não deixou e eu fiquei sentada do lado de fora...
Eu lati, chorei, deitei, dormi, lati novamente, chorei mais um pouco e nada! Depois de passar quase meio dia latindo, meu menino apareceu e eu fui embora com ele, mas eu não pude ir para a minha nova casa, tive que ficar na rua mesmo...
Que dor que estava no meu coração... Era tão bom quando eu podia dormir com o meu menino fazendo carinho em mim... Eu nem precisava de comer ou beber, só o carinho dele já era o suficiente para eu ser feliz!
O tempo passou e eu acostumei a morar na rua novamente. Agora, todo mundo me tratava bem... Meu menino trazia comida, água, osso, bifinhos... Era muito bom!
Tinha um monte de outros meninos que também brincavam comigo... E aquela moça malvada, que me arrastou e me colocou no carro, também sempre falava comigo... Mas eu corria dela... Eu tinha medo dela...
Hoje eu sou feliz...
Às vezes sinto frio na rua e sinto muito calor também... Fico horas sozinha... Mas sempre tem um pote de água e ração no cantinho que eu escolhi pra ser minha nova casinha. E a noite o meu menino sempre vem me dar carinho.
Ele sempre está lá pra me proteger.
Se eu pudesse escolher entre ter uma casa com uma cama quentinha, sem o meu menino, com comida e água ou o amor e carinho que eu recebo todos os dias do menino que eu escolhi para ser o meu dono, sem sombra de dúvidas, escolheria dormir na rua, mas ficar agarradinha com ele, mesmo que por alguns minutos.
Eu não sei o que vai ser de mim daqui pra frente, mas sei que o meu menino vai ser um grande homem... E eu vou ser apenas o primeiro de muitos amores que ele terá.
André, obrigada por nunca desistir de mim e me dar tudo aquilo que todos os animais sempre sonharam em ter: AMOR!"
A moça má, tirou essa foto minha... Eu tava descansando ao lado do meu menino.
Aí eu me assustei com a luz e levantei... Procurei o meu porto seguro...
Corri pra cima dele... Mas ele tem um cheirinho tão gostoso, que eu até esqueci da moça má...
E assim encerro o post de hoje!
Não está um texto muito legal porque eu tive que escrever correndo... Escrevi na hora, sem rascunho...
Essa linda cachorrinha é a Medrosa... Um doce de "bichinha"...
E o bonitão é o anjo dela...
A medrosa, acompanha o André todos os dias até a escola... Ela fica esperando pacientemente até a hora da saída... Ela é leal e grata a tudo o que ele faz por ela todos os dias.
É comovente... É lindo de se ver...
Fico feliz quando vejo essas histórias de amor...
Sei que essa história não tem nada a ver com casamento, mas ela fala de amor.... E o amor é universal...
Feliz é a pessoa que sabe valorizar o amor!
Bjs